{"id":1049,"date":"2011-01-22T11:50:56","date_gmt":"2011-01-22T11:50:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adavaveiro.org\/?page_id=1049"},"modified":"2017-11-12T10:39:16","modified_gmt":"2017-11-12T10:39:16","slug":"estudo-da-onu","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/?page_id=1049","title":{"rendered":"21 de janeiro &#8211; Estudo da ONU"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<h2>Uma m\u00e9dia de 12 adolescentes d\u00e3o \u00e0 luz todos os dias em Portugal                             <a href=\"http:\/\/10.38.1.194\/admin\/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1476391&amp;id=10\" target=\"_blank\"> <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.publico.pt\/includes\/img\/vazio.gif?t=1295696907,89375\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/a><\/h2>\n<p>21.01.2011 &#8211; 08:54                             Por Maria Jo\u00e3o Lopes<\/p>\n<p>Apesar de continuar elevado, o n\u00famero de jovens que \u00e9 m\u00e3e est\u00e1 a diminuir e 2009 foi o ano em que houve menos nascimentos desde 1970.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" title=\"Em 2009, nasceram mais de 4300 beb\u00e9s de m\u00e3es adolescentes\" src=\"http:\/\/imagens.publico.pt\/imagens.aspx\/326023?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=350&amp;t=1295696907,89375\" alt=\"Em 2009, nasceram mais de 4300 beb\u00e9s de m\u00e3es adolescentes\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">Em 2009, nasceram mais de 4300 beb\u00e9s de m\u00e3es adolescentes<strong> (Foto: Manuel Roberto)<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O n\u00famero de adolescentes que d\u00e1 \u00e0 luz em Portugal est\u00e1 a diminuir, embora continue alto, quando comparado com outros pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia (UE). De acordo com dados da ONU de 2009, relativos a 2007, Portugal tem das mais altas taxas de fertilidade em adolescentes da Europa. Na tabela dos 27, Portugal surge em oitavo lugar, com uma taxa de fertilidade em adolescentes de 16,5. Em 2009, o n\u00famero de nados vivos de m\u00e3es com idades entre os 11 e os 19 foi o mais baixo desde finais da d\u00e9cada de 70, mas mesmo assim ultrapassou os quatro mil, o que significa que, por dia, 12 adolescentes tiveram beb\u00e9s.<\/p>\n<p>Na tabela da ONU, o primeiro lugar na taxa de fertilidade em adolescentes, que corresponde aos nascimentos por cada mil m\u00e3es com idades entre os 15 e os 19 anos, \u00e9 ocupado pela Bulg\u00e1ria (42,2). Seguem-se a Rom\u00e9nia, o Reino Unido (24,1), a Litu\u00e2nia, a Est\u00f3nia, a Eslov\u00e1quia e, antes de Portugal, a Hungria (20,2). Em \u00faltimo, surge a Holanda, com 3,8. A m\u00e9dia na zona euro \u00e9 de 8,4. Apesar de continuar elevado, o n\u00famero de nados vivos fruto de gravidezes de adolescentes tem diminu\u00eddo, desde finais da d\u00e9cada de 1970. Segundo dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), em 1977, o n\u00famero de nados vivos de m\u00e3es entre os 11 e os 19 anos foi cerca de 20 mil, em 2009 foi de 4347.<\/p>\n<p><strong>Projecto de vida<\/strong><\/p>\n<p>Para a respons\u00e1vel da Sa\u00fade Reprodutiva da DGS, Lisa Vicente, a diminui\u00e7\u00e3o da maternidade na adolesc\u00eancia, para a qual contribuem &#8220;diversos factores&#8221;, resulta mais de uma aposta na preven\u00e7\u00e3o &#8211; mais informa\u00e7\u00e3o sobre a sexualidade e maior acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o no que toca \u00e0s formas de contracep\u00e7\u00e3o &#8211; do que por haver mais interrup\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias da gravidez. &#8220;A taxa \u00e9 baixinha&#8221;, diz. Segundo dados da DGS, em 2009, houve 127 interrup\u00e7\u00f5es de gravidez em adolescentes com menos de 15 anos (0,65 por cento do total) e 2264 em adolescentes com idades entre os 15 e os 19 anos (11,57 por cento do total).<\/p>\n<p>O director executivo da Associa\u00e7\u00e3o para o Planeamento da Fam\u00edlia, Duarte Vilar, frisa a import\u00e2ncia de, a partir de 2008, haver dados oficiais sobre as interrup\u00e7\u00f5es de gravidez, mas lamenta que continue a haver falta de estudos sobre o tema. &#8220;\u00c9 preciso conhecer melhor o problema. Em rigor, n\u00e3o sabemos quem s\u00e3o as jovens. Sabemos que s\u00e3o adolescentes de meios desfavorecidos, que abandonam a escola, com poucos projectos na vida, mas s\u00e3o precisos mais estudos. Precisamos tamb\u00e9m de saber quem s\u00e3o as jovens que abortam&#8221;, diz. At\u00e9 para se conceberem &#8220;projectos mais cir\u00fargicos&#8221;. &#8220;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 haver preven\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o nas escolas, porque muitas n\u00e3o est\u00e3o na escola. N\u00e3o existe nenhum projecto do Governo dirigido a esta quest\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia&#8221;, alerta.<\/p>\n<p>Eva Diniz, que, entre 2008 e 2010, realizou uma pesquisa sobre gravidez na adolesc\u00eancia no Brasil e em Portugal, no \u00e2mbito de um mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, entende que, para a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de gravidezes em adolescentes, contribui o aumento da escolaridade, a perspectiva que as mulheres t\u00eam de construir uma carreira e uma vida que n\u00e3o esteja unicamente alicer\u00e7ada na maternidade e um maior acesso \u00e0 contracep\u00e7\u00e3o. Segundo a pesquisa que fez, &#8220;a maioria das gravidezes durante a adolesc\u00eancia surgiram em rela\u00e7\u00f5es de namoro est\u00e1veis, mas tamb\u00e9m em adolescentes que j\u00e1 n\u00e3o frequentavam a escola&#8221;. Eva Diniz alerta para o facto de muitas terem &#8220;um trajecto que as afasta da concep\u00e7\u00e3o habitual de &#8220;adolesc\u00eancia&#8221;&#8221;: &#8220;Constatou-se que em muitos casos essas adolescentes j\u00e1 n\u00e3o frequentavam a escola, trabalhavam e moravam com o seu namorado.&#8221;<\/p>\n<p>A investigadora garante que, tanto no Brasil como em Portugal, a maioria das adolescentes que engravidaram &#8220;provinham de um n\u00edvel socioecon\u00f3mico baixo, marcado pela falta de oportunidades&#8221; para quem &#8220;a gravidez surge como um projecto de vida poss\u00edvel na aus\u00eancia de outros&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Quantas jovens se sentem motivadas a adiar a maternidade?<\/strong><\/p>\n<p>Algumas not\u00edcias da imprensa internacional questionam a hip\u00f3tese de a crise estar a contribuir para a descida das gravidezes adolescentes &#8211; nos Estados Unidos tamb\u00e9m 2009 registou a taxa mais baixa. Mas nem todos os especialistas concordam com esta an\u00e1lise, uma vez que se, para diminui\u00e7\u00e3o das gravidezes adolescentes pesam as perspectivas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carreira, ent\u00e3o, retirando-lhes essas oportunidades no futuro, n\u00e3o ser\u00e1 expect\u00e1vel que se voltem a focar na maternidade como projecto de vida? Uma das reflex\u00f5es inclu\u00eddas num relat\u00f3rio da Unicef sobre os partos de adolescentes nos pa\u00edses desenvolvidos questiona &#8220;qual a propor\u00e7\u00e3o de adolescentes que se sentem fortemente motivadas para evitar a maternidade cedo, porque t\u00eam expectativas relativamente a educa\u00e7\u00e3o e emprego e porque consideram viver numa sociedade avan\u00e7ada econ\u00f3mica e socialmente, que lhes d\u00e1 oportunidades&#8221;.<\/p>\n<p>O director da Associa\u00e7\u00e3o para o Planeamento da Fam\u00edlia, Duarte Vilar, admite que &#8220;pode haver a hip\u00f3tese&#8221; de a crise contribuir n\u00e3o para uma diminui\u00e7\u00e3o, mas para um aumento de gravidezes em jovens, uma vez que &#8220;a aus\u00eancia de projectos leva \u00e0 maternidade na adolesc\u00eancia&#8221;. Mesmo em contextos de pobreza, &#8220;muitas vezes, as gravidezes s\u00e3o desejadas e encaradas como projectos de vida&#8221;.<\/p>\n<p>A investigadora Eva Diniz tamb\u00e9m duvida que &#8220;a crise tenha o m\u00e9rito de diminuir&#8221; a gravidez na adolesc\u00eancia, &#8220;at\u00e9 porque se observa que, invariavelmente, os pa\u00edses com maior taxa de gravidez adolescente s\u00e3o os mais pobres&#8221;. Em muitos casos, nota, as adolescentes que engravidam &#8220;apresentam dificuldades no desempenho escolar, o que as faz afastarem-se dessa institui\u00e7\u00e3o e procurarem alternativas em que obtenham mais sucesso e realiza\u00e7\u00e3o, ou seja, aquilo que n\u00e3o obtiveram na escola&#8221;. &#8220;Encontram isso num namoro&#8221;, afirma, explicando que os motivos para adiar a gravidez &#8211; &#8220;os estudos, a profiss\u00e3o, o futuro&#8221; &#8211; deixam de ser tidos em conta.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a crise e a falta de perspectivas quanto \u00e0 profiss\u00e3o poder\u00e3o, afinal, contribuir para que algumas jovens se foquem na maternidade como projecto de vida? Eva Diniz diz que, se &#8220;a maternidade de h\u00e1 uns anos para c\u00e1 tem vindo a ser entendida como uma coisa que poder\u00e1 ser prejudicial para a carreira, \u00e9 compreens\u00edvel que na aus\u00eancia de um emprego possa voltar a haver espa\u00e7o para a gravidez&#8221;.<\/p>\n<p>http:\/\/www.publico.pt\/Sociedade\/uma-media-de-12-adolescentes-dao-a-luz-todos-os-dias-em-portugal_1476391?all=1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma m\u00e9dia de 12 adolescentes d\u00e3o \u00e0 luz todos os dias em Portugal 21.01.2011 &#8211; 08:54 Por Maria Jo\u00e3o Lopes Apesar de continuar elevado, o n\u00famero de jovens que \u00e9 m\u00e3e est\u00e1 a diminuir e 2009 foi o ano em &hellip; <a href=\"https:\/\/www.adavaveiro.org\/?page_id=1049\">Continuar a ler <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1081,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1049","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1049","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1049"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1049\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2146,"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1049\/revisions\/2146"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1081"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}