{"id":1221,"date":"2011-02-19T22:32:15","date_gmt":"2011-02-19T22:32:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adavaveiro.org\/?page_id=1221"},"modified":"2017-11-12T10:25:57","modified_gmt":"2017-11-12T10:25:57","slug":"63-mil-abortos-em-4-anos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/?page_id=1221","title":{"rendered":"63 mil abortos em 4 anos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Toshiba\/Documents\/ADAV\/ADAV_SITIO\/D_aveiro_12fev2011.jpg\" alt=\"\" \/><a href=\"http:\/\/www.adavaveiro.org\/?attachment_id=1220\" rel=\"attachment wp-att-1220\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-1220\" title=\"D_aveiro_12fev2011\" src=\"http:\/\/www.adavaveiro.org\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/D_aveiro_12fev2011-260x91.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"91\" srcset=\"https:\/\/www.adavaveiro.org\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/D_aveiro_12fev2011-260x91.jpg 260w, https:\/\/www.adavaveiro.org\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/D_aveiro_12fev2011-300x105.jpg 300w, https:\/\/www.adavaveiro.org\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/D_aveiro_12fev2011-1024x361.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos e meio, foram feitos em Portugal mais de 63.000 abortos. Quer isto dizer que, desde que foi aprovada a liberaliza\u00e7\u00e3o da \u2018interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez\u2019, por dia, nos nossos hospitais p\u00fablicos, foram mortos cerca de 50 seres humanos.<\/p>\n<p>Por estranho que pare\u00e7a, desta forma de guerra n\u00e3o declarada aos seres humanos nascentes n\u00e3o se ocupam os meios de comunica\u00e7\u00e3o, embora sobejem provas nas estat\u00edsticas da DGS, da Direc\u00e7\u00e3o-Geral de Sa\u00fade. Lembramo-nos certamente das frequentes manchetes, logo amplificadas pelas emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o, dos textos comprometidos, dos casos convenientes e das repetidas reportagens que foram construindo, durante anos, uma narrativa inquestion\u00e1vel sobre o aborto clandestino. A essa verdade \u00fanica e oficial, n\u00e3o raro reduzida a uma ret\u00f3rica da \u2018humilha\u00e7\u00e3o\u2019, bastavam dedu\u00e7\u00f5es, \u2018estudos\u2019, extrapola\u00e7\u00f5es, para garantir que havia um \u2018problema de sa\u00fade p\u00fablica\u2019, um \u2018flagelo\u2019 que urgia resolver. N\u00e3o importava que a realidade fosse not\u00edcia, mas que a not\u00edcia se tornasse realidade.<\/p>\n<p>Surpreendentemente, o aborto, uma vez legalizado, como que desapareceu; h\u00e1 63 mil abortos contabilizados que n\u00e3o s\u00e3o not\u00edcia. E poder-se-iam acrescentar muitos outros motivos de admira\u00e7\u00e3o: que ningu\u00e9m questione os custos directos e indirectos do aborto \u2013 mais de 100 milh\u00f5es de euros; que n\u00e3o suscite qualquer reparo dar a Seguran\u00e7a Social igual subs\u00eddio a quem tem filhos e a quem aborta; que mais de metade dos 20 mil abortos a pedido realizados em 2009 tenham ocorrido na regi\u00e3o mais rica de Portugal; que um dos principais activistas da liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto pontifique no Conselho Nacional de \u00c9tica para as Ci\u00eancias da Vida; que esse\u00a0 novel presidente se mostre, agora, preocupado com as largas centenas de mulheres que fizeram do aborto m\u00e9todo de planeamento familiar (340 abortaram duas vezes em 2009).<\/p>\n<p>O mal cria habitua\u00e7\u00e3o. Quatro anos depois n\u00e3o podemos continuar a ignorar, a ignorar que h\u00e1 desastres maiores e mais graves do que a d\u00edvida soberana. Hoje, 11 de Fevereiro, dia de luto, \u00e9 tamb\u00e9m dia de luta.<\/p>\n<p>Belmiro Fernandes Pereira<\/p>\n<p>S\u00f3cio fundador da ADAV-Aveiro<\/p>\n<p>Di\u00e1rio de Aveiro &#8211; 12 de fevereiro de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos e meio, foram feitos em Portugal mais de 63.000 abortos. 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