{"id":2732,"date":"2012-11-23T16:06:12","date_gmt":"2012-11-23T16:06:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adavaveiro.org\/?page_id=2732"},"modified":"2012-11-23T16:08:54","modified_gmt":"2012-11-23T16:08:54","slug":"equipa-britanica-confirma-que-bocejar-faz-parte-da-nossa-vida-desde-muito-cedo-e-pode-ser-importante-para-avaliar-a-saude-do-feto","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/?page_id=2732","title":{"rendered":"Equipa brit\u00e2nica confirma que bocejar faz parte da nossa vida desde muito cedo e pode ser importante para avaliar a sa\u00fade do feto"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ainda na barriga da m\u00e3e, os beb\u00e9s j\u00e1 bocejam<\/strong> porTeresa Firmino<\/p>\n<p>22\/11\/2012 &#8211; 14:19<\/p>\n<p>Os v\u00eddeos provam-no: o beb\u00e9, ainda na barriga da m\u00e3e, j\u00e1 boceja. \u00c0 medida que o feto se vai desenvolvendo e a gesta\u00e7\u00e3o se aproxima do fim, os bocejos decrescem e n\u00e3o h\u00e1 grandes diferen\u00e7as entre rapazes e raparigas na frequ\u00eancia com que o fazem.<\/p>\n<p>Em tra\u00e7os gerais, estas s\u00e3o as principais conclus\u00f5es do estudo de uma equipa brit\u00e2nica, publicado na revista <em>PLoS ONE<\/em>, que assim pretende p\u00f4r um ponto final na quest\u00e3o. Os investigadores t\u00eam-se dividido sobre os bocejos dos fetos: se uns j\u00e1 sugeriram que existem, outros dizem que n\u00e3o passam de um simples abrir da boca.<\/p>\n<p>A equipa liderada por Nadja Reissland, do Departamento de Psicologia da Universidade de Durham, estudou 15 fetos \u2013 oito raparigas e sete rapazes \u2013, com idades de gesta\u00e7\u00e3o entre as 24 e as 36 semanas. No total, fizeram 58 ecografias, que permitiam obter grava\u00e7\u00f5es em v\u00eddeo dos fetos, os cientistas puderam distinguir entre um bocejo (56) e a mera abertura da boca (27) e confirmaram a exist\u00eancia deste movimento nas nossas vidas desde t\u00e3o cedo.<\/p>\n<p>No bocejo, considera-se que a boca se mant\u00e9m aberta mais tempo no in\u00edcio do que na parte final. Al\u00e9m desta perspectiva din\u00e2mica do bocejo, dif\u00edcil de captar noutras ecografias bidimensionais, a sua defini\u00e7\u00e3o ainda inclui a abertura dos maxilares, uma inspira\u00e7\u00e3o profunda, seguida de uma curta expira\u00e7\u00e3o, antes de a boca se fechar.<\/p>\n<p><strong>Nem cont\u00e1gio, nem sono<\/strong><\/p>\n<p>Sabe-se que o bocejo \u00e9 contagioso e que, curiosamente, n\u00e3o \u00e9 \u00fanico dos seres humanos. C\u00e3es, gatos e at\u00e9 peixes bocejam. Mas s\u00f3 entre os seres humanos, os chimpanz\u00e9s (a esp\u00e9cie mais pr\u00f3xima do homem) e os c\u00e3es existe este efeito de cont\u00e1gio. Outro aspecto curioso \u00e9 que o grau de cont\u00e1gio aumenta entre pessoas que t\u00eam um maior grau de familiaridade. Por que bocejamos \u00e9 outra hist\u00f3ria, para a qual n\u00e3o existe explica\u00e7\u00e3o cabal, ainda que haja v\u00e1rias hip\u00f3teses, como a necessidade de levar mais oxig\u00e9nio ao sangue, de aumentar o ritmo card\u00edaco para se ficar mais desperto ou at\u00e9 criar empatia nas rela\u00e7\u00f5es sociais. Basta at\u00e9 falar ou ler sobre bocejos para come\u00e7ar a abrir a boca.<\/p>\n<p>\u201cCuriosamente, as crian\u00e7as est\u00e3o imunes \u00e0 natureza contagiosa do bocejo at\u00e9 por volta dos cinco anos, da\u00ed quer a frequ\u00eancia quer o contexto social do bocejo, como o seu cont\u00e1gio, t\u00eam uma componente de desenvolvimento ainda inexplic\u00e1vel\u201d, diz a equipa no artigo cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Como nos fetos o efeito de cont\u00e1gio n\u00e3o se coloca de todo, a equipa de Nadja Reissland p\u00f4s a hip\u00f3tese de que neles seja um processo ligado ao desenvolvimento e, assim sendo, a frequ\u00eancia poderia mudar ao longo da gesta\u00e7\u00e3o. Ora, no estudo verificou-se que havia realmente altera\u00e7\u00f5es na sua frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cAo contr\u00e1rio de n\u00f3s, os fetos n\u00e3o bocejam nem por cont\u00e1gio, nem porque t\u00eam sono. Em vez disso, a frequ\u00eancia dos bocejos no \u00fatero pode estar ligada \u00e0 matura\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro durante a gesta\u00e7\u00e3o\u201d, diz a investigadora, num comunicado da sua universidade. \u201cTendo em conta que a frequ\u00eancia dos bocejos na nossa amostra de bebes saud\u00e1veis declinou entre as 28 e as 36 semanas de gesta\u00e7\u00e3o, isto sugere que o bocejo e a simples abertura da boca t\u00eam esta fun\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 matura\u00e7\u00e3o na gesta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Ainda que continue sem se poder explicar a fun\u00e7\u00e3o do bocejo do beb\u00e9 na barriga da m\u00e3e, se estiver ligado \u00e0 matura\u00e7\u00e3o do sistema nervoso central, ele pode servir como um indicador que ajude a avaliar o estado de sa\u00fade e de desenvolvimento do feto.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.publico.pt\/ciencia\/noticia\/ainda-na-barriga-da-mae-os-bebes-ja-bocejam-1574598\">http:\/\/www.publico.pt\/ciencia\/noticia\/ainda-na-barriga-da-mae-os-bebes-ja-bocejam-1574598<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda na barriga da m\u00e3e, os beb\u00e9s j\u00e1 bocejam porTeresa Firmino 22\/11\/2012 &#8211; 14:19 Os v\u00eddeos provam-no: o beb\u00e9, ainda na barriga da m\u00e3e, j\u00e1 boceja. \u00c0 medida que o feto se vai desenvolvendo e a gesta\u00e7\u00e3o se aproxima do &hellip; <a href=\"https:\/\/www.adavaveiro.org\/?page_id=2732\">Continuar a ler <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":17,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2732","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2732","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2732"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2732\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2737,"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2732\/revisions\/2737"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/17"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}