{"id":3366,"date":"2017-09-16T10:15:55","date_gmt":"2017-09-16T10:15:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adavaveiro.org\/?p=3366"},"modified":"2017-10-18T13:32:02","modified_gmt":"2017-10-18T13:32:02","slug":"comunicado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adavaveiro.org\/?p=3366","title":{"rendered":"comunicado"},"content":{"rendered":"<p>Comunicado<\/p>\n<p>ADAV-Aveiro contesta as declara\u00e7\u00f5es do diretor geral da Sa\u00fade<br \/>\nA ADAV-Aveiro expressa a sua perplexidade perante as palavras hoje proferidas pelo diretor Geral da Sa\u00fade, Dr. Francisco George.<\/p>\n<div class=\"text_exposed_show\">\n<p>Como pode considerar-se um sucesso que perto de 170 mil crian\u00e7as tenham sido impedidas de nascer, a coberto da lei, com o apoio expl\u00edcito e suporte financeiro do Estado?<br \/>\nO Dr. Francisco George revela, ainda, pretender branquear a realidade, ocultando o enorme trabalho que \u00e9 desenvolvido por institui\u00e7\u00f5es como a ADAV-Aveiro que, desde muito antes do referendo de 2007, t\u00eam desenvolvido um trabalho de apoio \u00e0s gr\u00e1vidas. Esta e outras institui\u00e7\u00f5es v\u00eam denunciando a imoralidade de uma lei que, n\u00e3o s\u00f3 desprotegeu os filhos, como abandonou as mulheres que querem ser m\u00e3es. Toda a mulher que quer ser m\u00e3e ficou desprotegida com a lei decorrente do referendo de 2007. Quantas n\u00e3o ser\u00e3o as mulheres que tiveram de ocultar a sua gravidez, durante 10 semanas, para que companheiros ou empregadores n\u00e3o as pressionem para abortar, uma vez que a lei tal favorece?<br \/>\nOu ser\u00e3o estes meros efeitos colaterais da lei? N\u00e3o ser\u00e3o, antes, os sinais expl\u00edcitos da sua inadequa\u00e7\u00e3o?<br \/>\nN\u00e3o deveria o Estado proteger o que \u00e9 um bem tutel\u00e1vel e, ainda por cima, fr\u00e1gil e t\u00e3o aparentemente dispon\u00edvel?<br \/>\nO Dr. Francisco George, como representante do Estado, deveria, sim, preocupar-se com o facto de nada se fazer para terminar com o aborto. N\u00e3o era argumento dos defensores da legaliza\u00e7\u00e3o que o aborto era um mal? Se o \u00e9, como pode vir o diretor geral da Sa\u00fade vir fazer a sua apologia? N\u00e3o era, tamb\u00e9m, argumento, que a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto evitaria a (t\u00e3o propalada) morte das mulheres que abortaram e os efeitos secund\u00e1rios da sua pr\u00e1tica clandestina? Como convive o Dr. Francisco George com o facto de em 2010, em estabelecimento oficial, uma mulher ter morrido por pr\u00e1tica de aborto legal? E como convive com o facto de mais de 1000 interrup\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias da gravidez (dados de 2014) redundarem em complica\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade da mulher? Ou com o facto de a grande maioria ser praticada por mulheres entre os 20 e os 29 anos, e n\u00e3o na adolesc\u00eancia, como se defendia? Ou, ainda, por mulheres que, na maioria, t\u00eam o ensino secund\u00e1rio ou forma\u00e7\u00e3o superior, e n\u00e3o pelas que apresentavam menor forma\u00e7\u00e3o?<br \/>\nComo convive, ainda, com a decis\u00e3o do Tribunal Europeu dos Direitos humanos que deliberou, sem possibilidade de recurso, em 16 de dezembro de 2010, com 11 votos a favor e 6 contra, que o aborto n\u00e3o \u00e9 um direito humano e, por isso, \u00e9 leg\u00edtimo que os Estados o penalizem?<br \/>\nAfinal, a quem serve esta lei?<br \/>\n\u00c0 mulher n\u00e3o parece ser e aos filhos abortados, muito menos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunicado ADAV-Aveiro contesta as declara\u00e7\u00f5es do diretor geral da Sa\u00fade A ADAV-Aveiro expressa a sua perplexidade perante as palavras hoje proferidas pelo diretor Geral da Sa\u00fade, Dr. Francisco George. 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