“A liberalização do aborto não acabou com os dramas”

O facto de haver uma lei que legaliza determinadas situações não vem resolver as situações de consciência das pessoas. Facilita algumas, mas não resolve o problema. As pessoas contactam-nos a pedir uma ajuda. Por vezes, nem é uma ajuda material, mas de apoio psicológico e médico, depois de uma tentativa de aborto que não resultou.
Quer dizer que continua o aborto clandestino…
Parece que sim. Nós não entramos na vida íntima das pessoas. Só aceitamos aquilo que nos dizem. Ouvimos as pessoas, procuramos ajudá-las no problema concreto, mas não fazemos juízos morais.

in “A liberalização do aborto não acabou com os dramas” – Correio do Vouga – Novembro de 2009

A vida humana é inviolável

 

“A vida humana é inviolável. Em caso algum haverá pena de morte”, assim dispõe o artigo 24.º (Direito à Vida) da Constituição da República Portuguesa.

A inviolabilidade da vida humana é acima de tudo uma questão de direito natural e aí se alicerça a dignidade da pessoa humana inerente a cada um desde o momento da concepção.

Hoje para compreender esta realidade não é necessário partilhar uma visão cristã de vida. Não se trata de uma verdade de fé, mas de uma verdade que a razão e a ciência vieram reconhecer.  

Hoje está demonstrado que o óvulo fertilizado do ser humano contém toda a informação genética que presidirá ao seu desenvolvimento até ao nascimento e daí até à idade adulta. Como tal o embrião humano é desde logo vida humana.

Em suma, do ponto de vista biológico interromper de forma voluntária uma gravidez é eliminar uma vida humana. Se deve ou não ser considerado crime é um problema de relação entre a ordem moral e a ordem jurídica, contudo esta só pode ser justa se obedecer aos princípios fundamentais daquela.

in Três razões para ser contra a interrupção voluntária da gravidez por Teresa Venda