voluntariado pontual ou regular por alunos do ensino secundário

Nos bastidores de qualquer instituição, há muito trabalho feito por voluntários ocasionais ou regulares. E todo o trabalho é importante para podermos ajudar.
Desta vez, foi o 12.º G do Agrupamento de Escolas Dr. Mário Sacramento – Aveiro que visitou as instalações da ADAV, conheceu as nossas dinâmicas, e ajudou a descarregar e a arrumar o apoio do Banco Alimentar. Os cinco alunos que são voluntários regulares explicaram aos colegas algumas das valências em que colaboram.

Como diversificar a alimentação do meu bebé?

A diversificação alimentar inicia-se com a introdução de outros alimentos, para além do leite (materno e/ou fórmula infantil), quando este não é suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais do seu bebé. Adicionalmente, é importante ter em conta a maturidade de cada bebé, nomeadamente quando consegue sentar-se, ter bom controlo da cabeça e do pescoço.

Quando iniciar a diversificação alimentar?

De acordo com a Alta Pediátrica Portuguesa e a Direção-Geral de Saúde, a introdução alimentar pode iniciar-se entre 4 e os 6 meses de idade e deve ser feita de forma gradual, sendo que o momento ideal será sempre dilatado pelo seu bebé. No entanto, é importante não ultrapassar os períodos críticos de introdução de alimentos sólidos, pois pode acarretar consequências. Particularmente, o aumento do risco de dificuldades na alimentação potencia riscos nutricionais e desenvolvimento de alergias alimentares.

É importante que o seu bebé experiencie o máximo de alimentos, texturas e sabores possíveis, para que haja uma melhor aceitação dos alimentos. No entanto, o sal e o açúcar não devem ser consumidos no primeiro ano de vida.

Qual o Método de Alimentação que se deve adotar: alimentação por colher (Tradicional) ou alimentação autónoma (Baby-Led-Weaning)?

O MétodoTradicional baseia-se na introdução gradual dos novos alimentos na rotina alimentar do seu bebé, ou seja, é oferecida una variedade de alimentos com intervalos de inclusão entre si. A textura dos alimentos deve ser progressivamente menos homogénea, até à inserção na dieta familiar, que deverá ocorrer a partir dos 12 meses de idade.

O Baby-Led-Weaning (BLW) é um método que promove a autoestima do seu bebé, através da oferta de pedaços inteiros de alimentos, que o bebé ingere com as suas próprias mãos. Desta forma, ele é encorajado a provar qualquer alimento, sem haver uma ordem específica para introduzi-lo e sem necessidade de reduzi-lo a puré, ao contrário do Método Tradicional. Assim, o bebé decide o que comer, a quantidade e o ritmo da sua refeição.

No entanto, ainda não existe evidência científica suficiente que recomende um método em detrimento do outro. Portanto, independentemente do método de diversificação alimentar adotado (Método Tradicional ou BLW), recomenda-se a atenta verificação da refeição por parte dos pais, para reconhecer os sinais de fome e saciedade do bebé.

Resumindo, a etapa de introdução alimentar é extremamente importante, uma vez que este é um período que permite que o/a seu filho/a estabeleça hábitos alimentares saudáveis, na expetativa de que os mantenha no futuro. Por conseguinte, para não haja carências nutricionais, o acompanhamento nutricional por parte de um nutricionista é fundamental.

Dr.ª Ana Rio (4414N) Nutricionista no Trofa Saúde Valença

Amamentação

Amamentar é o ato em que a criança obtém o leite materno através da sucção da mama da mulher, no entanto, apesar de quase todas as mulheres serem fisiologicamente dotadas para amamentar, esse potencial inato não assegura a ocorrência da amamentação. Assim, para que esta prática tenha sucesso, é fundamental que a mulher decida e se sinta motivada para amamentar, que se tenha estabelecido a lactação e que a mulher obtenha o apoio/suporte necessário, pelo menos até que a lactação esteja perfeitamente estabelecida (Castro, 2013).

Para que o ato de amamentação ocorra de forma bem sucedida, é importante ainda utilizar corretamente determinadas técnicas, que se podem observar na figura abaixo:

Emergência em contexto pediátrico (até 1 ano)

Estas situações podem ser desencadeadas por fatores externos, como é o caso do engasgamento, ou fisiológicos, em que o bebé ou RN tem uma paragem cardiorrespiratória por uma deficiência congénita cardiovascular não diagnosticada no período neonatal. Podem também ser causadas por hipoxia decorrida após afogamento.

Algoritmo de Suporte Básico de Vida Pediátrico

Ao percorrer o fluxograma…

Se o bebé estiver consciente:
1.º – 5 pancadas escapulares
2.º – 5 compressões torácicas

Se bebé estiver inconsciente:

Repetir processo até:

A) bebé recuperar sinais de vida (respiração + batimentos cardíacos)

Ou

B) chegar ajuda diferenciada (INEM)

Aconselho consulta de Manual de Suporte Básico de Vida Pediátrico, para informação mais detalhada: https://www.inem.pt/wp-content/uploads/2017/09/Suporte-B%C3%A1sico-de-Vida-Pedi%C3%A1trico.pdf

Referências Bibliográficas:

Curso de Urgência e Emergência- Bwizer – Escola certificada com Formação em Fisioterapia, Enfermagem, Medicina, Nutrição e Exercício

https://www.inem.pt/wp-content/uploads/2017/09/Suporte-B%C3%A1sico-de-Vida-Pedi%C3%A1trico.pdf
https://amarepediatria.com.br/blog/importancia-da-pega-correta-do-bebe-na-amamentacao/
https://www.inem.pt/wp-content/uploads/2017/09/Suporte-B%C3%A1sico-de-Vida-Pedi%C3%A1trico.pdf
https://repositorio.ipv.pt/bitstream/10400.19/1740/1/CASTRO%20Raquel%20Jos%C3%A9%20Silva%20-%20Disserta%C3%A7%C3%A3o%20mestrado.pdf