a surpresa e o escândalo

Hoje, no jornal Público, duas notícias surpreendentes e assustadoras!

4000 menores casaram-se desde 2007

Duarte Vilar, director executivo da Associação para o Planeamento da Família (APF), associa os casamentos precoces à gravidez adolescente. “Embora os apoios sociais sejam possíveis mesmo em união de facto, a oficialização através do casamento poderá dar a impressão que se garante uma protecção legal mais eficaz daquela gravidez e daquela maternidade”. Acrescerão a estes motivos outros relacionados com “a respeitabilidade”. “A mãe solteira era um dos grandes estigmas no passado e, nalguns meios, isso mantém-se inalterado”.

Quanto à discrepância entre rapazes e raparigas – nos últimos cinco anos, casaram 1390 meninas e apenas 72 rapazes -, para Vilar só há uma leitura: “As mães adolescentes engravidam de rapazes com 20 ou mais anos, com quem acabam por casar”.

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embriões congelados

Em Portugal, há pelo menos 11.092 embriões “supranumerários” congelados. São assim chamados porque sobraram de tratamentos de fertilidade a que se sujeitaram casais que não conseguem conceber sem ajuda de técnicas laboratoriais. Há embriões que chegam a ter 12 anos.

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petição à Assembleia da República

Para: Assembleia da República

ABORTO – Vemos, ouvimos e lemos – não podemos ignorar

1. Portugal tem desde há 4 anos uma lei que permite o aborto livre a pedido, até às 10 semanas de gestação.
2. Quando, por altura do referendo o País se confrontou com tal mancha histórica, foi prometida uma lei que protegesse as mulheres e conferisse melhores condições para o exercício da maternidade.
3. Volvidos 4 anos assistimos a uma realidade dramática que deixa mulheres e homens cada vez mais sós e abandonados à sua sorte.
Aos mais carenciados é oferecido o aborto para “colmatar” as dificuldades que apresentam.
Milhares de mulheres foram vítimas de pressões e constrangimentos vários, e arrastados ao horror do aborto.
4. Em 4 anos, só por via do aborto legal mais de 60.000 crianças deixaram de nascer. É como se uma cidade (como Aveiro), de repente, ficasse totalmente despovoada e os edifícios e monumentos nela existentes não tivessem quem os habitasse. Apenas o silêncio nas ruas e nas praças e as folhas arrastadas pelo vento.
5. Muitas das “vozes autorizadas” que no referendo defenderam o sim têm agora tomado posição pública contra a regulação e prática do aborto que vigora.
6. O País confronta-se com um dramático pedido às famílias de redução de salários e prestações sociais. Por outro lado o Estado continua a pagar e oferecer gratuitamente o aborto, o avião, o táxi, o hotel e o subsídio de maternidade a quem voluntariamente (ou coagida, uma vez que o Estado não sabe) põe fim a uma gravidez.
7. Uma mulher em baixa por doença recebe 65% do ordenado; já se abortar fica de licença de maternidade e recebe 100% do ordenado.
8. Milhares de mulheres deixaram de receber algumas dezenas de euros do abono de família para os filhos que tiveram, mas o Estado paga-lhes centenas de euros no caso de decidirem abortar.

Assim,

Peticiona-se à Assembleia da República que

A) Reconheça o flagelo do aborto que de norte a sul, varre o País desde há 4 anos destruindo crianças, mulheres, famílias, e a economia gerando desemprego e depressão.
B) Que tome medidas legislativas no sentido de:
a) Proteger a vida humana desde a concepção, a maternidade e os mais carenciados na verdadeira solidariedade social.
b) Rever para já a regulamentação da prática do aborto por forma a saber se o consentimento foi realmente informado e a garantir planos de apoio alternativos ao aborto.
c) Permitir que todos os profissionais de saúde (independentemente da objecção de consciência) possam intervir no processo de aconselhamento a grávidas.
d) Apoiar as Instituições que no terreno ajudam mulheres e crianças em risco, de uma forma criteriosa e realista.
e) Fazer cumprir os Direitos Humanos nomeadamente no que tange com o inviolável Direito à Vida e o eminente direito ao reconhecimento da dignidade de cada ser humano.
f) Gerir com critérios de “bem comum” os escassos recursos do País e por isso, deixe de “cobrir de dinheiro” o aborto.

Os signatários  (assine também AQUI)

Uma resposta em sociedade para uma necessidade da sociedade

Decorreram dez anos desde que a ADAV – Aveiro foi fundada, como resposta a uma necessidade sentida como urgente. Dois anos tinham decorrido desde a realização do primeiro referendo sobre o aborto e muitos firmavam a sua argumentação a favor da liberalização desta prática na convicção de que a sociedade não tinha respostas para as mulheres grávidas que, por qualquer motivo, se encontravam em situação de risco.
Face à premência de tal desafio, muitos foram os que uniram os seus esforços no sentido de organizar uma resposta estruturada para tal necessidade.

(…) Então, como hoje, a ADAV sublinhou que só uma sociedade que protege os mais frágeis, seja a mãe desamparada ou abandonada, seja o filho sem voz nem rosto, pode aspirar a um futuro promissor. Só com políticas de protecção à maternidade e paternidade co-responsáveis pode, efectivamente, combater-se a inversão da pirâmide etária que tem feito perigar os sistemas de segurança social e, com eles, o futuro do Estado Social.

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12 adolescentes por dia dão à luz

Em 2009, nasceram mais de 4300 bebés de mães adolescentes
(Foto: Manuel Roberto – Público)

O Público de 20 de janeiro de 2011 apresenta uma reportagem sobre a gravidez adolescente.

A ler e a ler também os comentários de leitores que por lá se fazem: não é por falta de informação que a maior parte das raparigas fica grávida. A “matéria” é estudada na escola nas aulas de Ciências Naturais. O problema é mais profundo: projeto de vida? engravidar!

Para refletir!

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